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sábado, 28 de abril de 2012

Uma vida na esquina



Ela parou por um segundo e observou. O seu mundo estava congelado, apenas um estranho cinco metros a sua frente se movia. Foi o encontro de olhares mais bonito que ela já tivera. Como se ele parasse de caminhar também, ele sorriu. Ela sentiu uma sensação simplesmente indescritível, de repente o mundo voltou a andar. Ele passou por ela, seguiu a esquina dele, ela ficou parada na dela, desejando correr atrás e pedir mais um sorriso, ou dois, um abraço. Quem sabe lhe oferecer um sorriso e um amor. Mas ela não correu. Ficou parada, olhar perdido e aproveitando uma sensação que nunca mais sentiria na sua vida.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Distante e impossível

Às vezes o vento sopra um pouco mais forte,
Trás aquela melodia que costumávamos cantar juntos,
Ela toma conta do meu corpo e posso te sentir do meu lado.
Mas é só às vezes, nas outras você é distante e impossível. 

Eu já não posso te abraçar,
Me sinto tão culpada.
Por que teve que ser assim?
Por onde você está agora?

Não era para se tornar passado,
Não era para este silêncio ser a única resposta,
Este sentimento não deveria existir.
Muito menos estas palavras.

Por favor, quebre esta corrente,
Faça como eu não soube fazer.
Meu nome era talvez, mas acredite,
Você era uma certeza.

“Eu só consigo deixar para trás as coisas que eu escrevo, talvez por isso tenha escrito tanto sobre ti.”

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Não conta pra ninguém


Não conta pra ninguém, mas eu sou muito fraca. Costumo me entregar fácil, ir fácil e adivinha? Volto fácil também, mas nem tudo permanece fácil, depois que a ilusão passa e o pó de fada acaba, a realidade é outra e nem sempre muito confortável, mas as vezes nem suportável. Eu espero que a água do chuveiro caia ou que tudo esteja escuro e em silêncio para chorar. Tomo sorvete pra tentar passar o aperto no coração. Prometo. Eu prometo  que tudo vai ser diferente da próxima vez, que nada vai me atrapalhar e que quando acabar, vou levar um sorriso por ter vivido e sonhado, mas nunca acontece. Nunca consigo. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011



Procuram-se meus versos perdidos

Por alguém encontrados

Agora manchados,

Jogados no canto,

Esquecidos como se fossem nada.

Mas o que são estes meus versos além disso para ti?


Foto: Jhenni Suelem

Perdão pela sumida. Final de ano. Provas. Trabalhos. Tudo complica um pouco.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A menina do coração vazio


Não sei, não dá pra saber como ela nunca desiste dessas coisas. Ela quer amar, mas não se entrega, há meses que não sente seu coração pular, muito menos borboletas quando seus lábios tocam outros sabores. Ela é assim, reclama de estar sozinha, mas nunca olha para os lados.

De noite, no vazio do seu quarto ela se ajoelha e chora. Fica ajoelhada chorando até que as lágrimas parem, porque ela em si nunca cansa realmente. A garota levanta e se olha no espelho, odeia ver seus olhos vermelhos e o nariz que começa a inchar, porque é demasiada branca e qualquer coisa marca, jura que nunca mais vai chorar, mas no dia seguinte está lá novamente chorando. Vez ou outra ela arrisca uma oração, não sei bem o que ela sussurra, mas seus lábios mexem-se devagar.

Vive repetindo “Melhor coração vazio do que partido”, mas ela sabe que preferia mil vezes ter um coração partido pela simples sensação de estar amando, porque isso lhe garantiria que ela não é um monstro vazio e sem sentimento. Por que ela espera a sensação dos outros para se sentir completa ou ela mesma? Pobre menina.

E eu? Como sei da moça? Eu fico observando da janela do meu quarto. Às vezes ouço quando ela grita consigo mesma no espelho e tenho vontade de pular a janela do meu quarto para secar suas lágrimas. Sempre em vão, nunca pulei. Já quis muitas vezes me ajoelhar e orar com ela, já quis muitas vezes preencher o vazio. Mas ela nunca se entrega.

domingo, 6 de novembro de 2011

Vontade de passado


Hoje eu tenho certeza do quanto eu arruinei os planos que você tão docemente compôs para nós dois. Eu jamais soube retribuir carinhos e amores. É tarefa tão complicada para mim, e o pior é que eu sempre soube disso, mas resolvi me comprometer, assumir uma responsabilidade sabendo que não poderia cumprir. Você acreditou que eu poderia fazer isto, na verdade, você muito acreditou em mim em tudo. Que eu podia retribuir seu carinho e até me livrar daquela terrível doença – doença, termo que você usou! – alimentar.

As conversas eram infinitas, isso me irritava às vezes, você sempre queria saber como fora meu dia e conhecer sobre os sorrisos que dei, mas eu não gostava de conversar, tão acostumada com a minha própria companhia não sabia como viver em sociedade com você. Ou melhor, como deixar alguém viver em mim. Você queria invadir meus sonhos e pensamentos para proteger-me, mas eu não queria sua proteção, preferia manter aquela pose de tudo posso sozinha, vaza.

Eu pude sentir quando comecei a te perder. Eu te sentia mais longe a cada ligação sua que eu recusava por estar ocupada demais nos meus próprios pensamentos, cada mensagem que eu fingia não ler para não ficar com aquela cara boba no meio da aula, cada abraço e beijo negado na frente de um conhecido porque era demonstração demasiada de carinho. Eu não queria sentir a sua mão na minha a menos que estivéssemos entre quatro paredes. Idiota. Idiota, foi o que eu repeti para mim mesma quando tempos depois pude pensar bem e decidir que a culpa foi minha. E como culpada, optei por pagar pelos meus crimes. Você aceitou a pena, afastou-se de mim.

Melhor, eu te afastei.

Agora, entre lágrimas e papeis manchados, eu confesso que tudo que fiz para me “proteger” foram as coisas mais estúpidas que já fiz na minha vida. Não nego também a minha vontade de voltar ao tempo e poder ter teu coração novamente, sonhar contigo de novo e de novo e principalmente, sentir tua mão na minha, porque nunca mais encontrei proteção igual a dela.

domingo, 30 de outubro de 2011

Passarinho azul


Eu tinha um passarinho,
Um lindo passarinho,
Ele era bem azulzinho,
Era meu belo passarinho.


Ele gostava de assobiar,
Não sabia voar.
Era meu passarinho,
Um lindo azulzinho.


Sucedeu que um dia,
Quis desbravar,
Esse mundo tão grande,
Então pôs-se a treinar.


Um dia o passarinho voou,
Só saudades deixou.
Eu me lembro da música bonita que ele cantava,
Ela realmente me acalmava.


Ai, que saudades do meu passarinho azul!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sinto demais

Sinto muito sentimento que não deve ser sentido, que deve ser evitado, que nunca deve ser vivido. Sinto sonhos que não são meus, sinto flores que nunca estiveram por perto, sinto cores que nunca existiram e sabores que nunca me tocaram os lábios. Sinto pessoas que nunca me pertenceram, sinto inimigos que nunca nem me olharam. Sinto muito, demasiadamente, dessa vez é sinto de pedido por nunca por ti ter sentido o que por mim sempre sentes.

domingo, 26 de junho de 2011

For you...


Você não disse adeus,
Não acha isso meio injusto?
Eu sacrifiquei o mundo por você.
Onde está você agora?

Se eu pedisse outra chance,
Você me daria?
Eu errei, você também.
Não era pra ser assim. Não era mesmo...

Ps: Queria que você lesse isso...

sábado, 25 de junho de 2011

November Rain


Quando alguém via meus olhos era possível ver um amor restringido, não faça isso baby.  Porque tudo começou em novembro, choveu um pouco aquele dia e isso foi o inicio. Já cantava o titio Axl Rose: Porque nada dura para sempre, e nós sabemos que corações podem mudar. Eu via a música descrevendo a chuva daquele dia de novembro, era tão mágico, minha música preferida estava descrevendo meu amor verdadeiro.  Já cantava o titio Axl Rose: Porque nada dura para sempre, e nós sabemos que corações podem mudar. Foi quando eu vi que o meu para sempre estava chegando ao fim, que o coração havia mudado, não o meu, o dele. Foi quando eu desesperei. Não, Slash, não faça esse solo, isso é o golpe final. Violinos, calem-se! Chuva, não leve meu amor embora. Quando eu vi, já não era mais novembro, mas ainda chovia. O coração mudou, nada dura para sempre.
Foi quando eu ouvi novamente e só quis quebrar o maldito piano do Axl Rose. Rádio, pare, esta música ainda é minha. Você só precisava de um tempo para você, não é? Eu também precisava. Pena que november rain acabou e meu coração mudou. Nada dura para sempre, muito menos uma vela acessa na chuva de novembro.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como lidar com finais

Não sei muito bem como começar a falar disso, é complicado.

A maioria de nós já entra colocando prazo de validade em um relacionamento e fazendo as famosas promessas de que quando acabar, não vai derramar uma lágrima, vai ficar tudo bem e agradecer pelo o que durou. Quer uma verdade? Essas promessas não são cumpridas.
Tudo tem um fim, é inevitável. Mas e quando esse fim chega antes mesmo de começar? Eu sei que isso pode não estar fazendo sentido para você, mas acredita, para algumas pessoas está fazendo muito. Talvez amanhã ou depois faça para você. Digo por experiência própria, agora faz sentido pra mim.


Isso não é um texto de “faça isso, faça aquilo” porque isso, minha querida ou querido, só o seu coração pode mandar, ou cérebro, dependendo qual você obedece, talvez seja um texto de dicas, ou um texto de desabafo, você vai decidir isso.


Sabe aquele papo de que o tempo cura tudo? Mentira, o tempo não cura nada, ele só desloca a dor do centro das atenções. Quer uma prova disso? Um ano depois uma cicatriz pode “abrir” e você voltar a chorar. A verdade? A ferida nunca foi nem fechada, porque se era amor de verdade, não acaba, esquece, mas depois volta. 


O bom a se fazer então é dar um jeito de deslocar a dor do centro das atenções. Não, não vá sair por aí ficando com todo mundo porque você provavelmente vai se arrepender, e acredite, jogada em uma cama comendo chocolate e ouvindo músicas deprês, também não ajuda muito. Claro que se você quiser fazer isso um pouco, é até bom, mas todo dia não dá. 


Uma vez li uma frase muito legal que dizia: A vida continua, com ou sem você. Novidade legal, né? Shakespeare já disse que a vida não pára para você consertar seu coração, não importa como ele está. O melhor a fazer é procurar esquecer, ou tentar pelo menos, procure um novo hobby e saia com as amigas. Vá a praças, parques, se divirtam juntas e com responsabilidade. E no quesito hobby, procure pesquisar mais sobre algo que goste, eu, por exemplo, para me livrar de tudo isso, me vi escrevendo e me apaixonando pela fotografia. A gente esquece um pouco e com o tempo, “some”. 


E aquela história de não chorar, esqueça. Chore o quanto quiser, isso alivia e muito, não é fraqueza chorar.

E lembre-se sempre, você é especial. Não se deixe dominar pela dor ou tristeza. Sorrir não dói.