Vira e mexe eles me perguntam “Será que dá pra ser menos
assim?”, e eu vejo em cada "assim" um pouco de mim. Será que dá pra ser menos
essa mania de querer escrever sobre tudo e todos? Será que dá pra ser menos
essa mania de sair por aí fotografando o que é conveniente e o que pouco
interessa aos outros? Dá pra ser menos essa vontade de fazer tudo o que dá na
telha e na hora que dá? Dá pra ser menos assim? Mas se eu for menos assim acabo
sendo um nada, já que minha vida é isto. Mas será que dá?
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Bobagem do dia
Perdi minhas verdades por pessoas que não mereciam, troquei meus principios por ilusões e isso fez meu coração apertar. Havia um motivo para mante-los tão firmementes, eles me faziam forte e encobriam-me, mas eu quis arriscar. Preferia ter tido a coragem do Caio de permanecer
sábado, 28 de abril de 2012
Uma vida na esquina
Ela parou por um segundo e observou. O seu mundo estava
congelado, apenas um estranho cinco metros a sua frente se movia. Foi o
encontro de olhares mais bonito que ela já tivera. Como se ele parasse de
caminhar também, ele sorriu. Ela sentiu uma sensação simplesmente
indescritível, de repente o mundo voltou a andar. Ele passou por ela, seguiu a
esquina dele, ela ficou parada na dela, desejando correr atrás e pedir mais um
sorriso, ou dois, um abraço. Quem sabe lhe oferecer um sorriso e um amor. Mas
ela não correu. Ficou parada, olhar perdido e aproveitando uma sensação que
nunca mais sentiria na sua vida.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Sou do Norte, sou de Macapá!
Há 254 anos era fundada uma cidade com um nome estranho, uma cidadezinha de frente para o maior rio de água doce, uma cidade bem estranha, mas com grandes possibilidades de crescer. E cresceu.
Macapá já foi considerada Cidade Jóia da Amazônia. Hoje restam histórias de outros tempos dessa cidade. Voltando um pouco mais podemos ver que não passava de uma vila abandonada pelos portugueses. Vila essa que virou Cidade e que virou Capital. Apesar dos pesares Macapá é um ótimo lugar para se viver. Capital da Linha do Equador e Capital da Fortaleza de São José. Pesares esses que não são pequenos, Macapá se vê completando 254 anos em uma situação caótica!
Nunca escondi meu amor pelo Japão e tantos outros lugares desse mundo tão grande, mas pensando bem, eu jamais trocaria essa minha linda Cidade por outro lugar. Sim, essa Cidade é minha, é nossa. Não trocaria o mais belo pôr-do-sol que já vi na minha vida, ver o sol se pondo com Marco Zero como plano de fundo é uma coisa linda. Não trocaria o nascer do sol sobre esse rio, não trocaria esses batuques por nenhum outro som, não trocaria essa arte Tucuju por nenhuma outra.
Sou filha de uma terra que apesar dos maus feitos de seus filhos a eles continua sendo a mãe gentil.
Terra de índio como somos e de gente orgulhosa de bater no peito e dizer: Sou do Norte do Brasil, sou de Macapá!
Parabéns Macapá!
Texto escrito com a participação do meu pai, Moisés Dutra.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Por tempo demais
Tudo ainda parece confuso,
Tão confuso como uma história que acabou de começar.
O cheiro da nostalgia de domingo ainda está no ar,
Eu apenas permaneço.
Tão confuso como uma história que acabou de começar.
O cheiro da nostalgia de domingo ainda está no ar,
Eu apenas permaneço.
De repente as cores parecem menos coloridas,
As palavras menos confortadoras,
As músicas menos harmoniosas.
Eu apenas permaneço.
As palavras menos confortadoras,
As músicas menos harmoniosas.
Eu apenas permaneço.
Sinto-me tão perdida,
Tão achada ao mesmo tempo.
Um ponto cego na escuridão.
Eu continuo aqui.
Tão achada ao mesmo tempo.
Um ponto cego na escuridão.
Eu continuo aqui.
Me perdi nas minhas próprias linhas,
Me achei nas entrelinhas de outros,
Eu apenas permaneci por muito tempo.
Por tempo demais.
Me achei nas entrelinhas de outros,
Eu apenas permaneci por muito tempo.
Por tempo demais.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Na sua estante
O tempo vai passar, novos dias sorrirão para você e pessoas novas irão se abrir. Mundos novos irão surgir ao piscar dos seus olhos, novos horizontes e sonhos a ser conquistados. Tudo será novo de novo. O passado ficará para trás como é regra, tudo que antes doía agora será apenas uma memória para ti, memória daquelas que surge vez ou outra só pra fazer um sorrisinho bobo pintar o rosto, uma lágrima de saudade escorrer pela pele. A minha ausência se tornará normal, sem nenhuma importância, apenas uma lembrança ou a falta de um abraço vez ou outra. Serei apenas mais um livro na sua estante, serei apenas lembrança. E ser lembrança me mata.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O som de um Pássaro
O som ecoou na chuva,
Espalhou magia e ternura.
Espalhou magia e ternura.
O ouvi cantar como um pássaro,
Me convidando a sorrir,
Contando histórias,
Fazendo nascer flores em um mundo de caos.
Me convidando a sorrir,
Contando histórias,
Fazendo nascer flores em um mundo de caos.
Nunca vou esquecer aquele som que ecoou na chuva,
Que deu vida ao Mário e riscou paredes.
Aquele som,
O mais belo cantar.
Que deu vida ao Mário e riscou paredes.
Aquele som,
O mais belo cantar.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Você para mim
Você é o compasso fora do ritmo,
Você é o caminho torto
Você é o infinito do finito,
Mesmo assim é o melhor e tudo que possuo.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Aquilo que sou
Eu não sou poeta.
Ser poeta vai além da minha simples compreensão,
Ser poeta vai além do meu coração,
Ser poeta é ter métrica e estética.
E adivinha? Sou torta e incompleta.
Decreto agora, não me chamem de poeta!
Ser poeta é mágico e lindo.
Isto não se encaixa a minha alma.
Sou das palavras soltas,
Ser poeta é demais para mim.
Porém digo, amaria ser poeta!
Eu escreveria mil versos para ti,
Pintaria o céu de palavras coloridas,
Te faria sorrir todas as manhãs
E conquistar-te-ia todos os dias.
Mas eu não sou poeta.
Apenas sou o resto do imperfeito,
A pausa de silêncio,
O finito do infinito,
Eu sou tudo aquilo que meu coração me permitir sentir.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Liberdade
Eu entrei novamente naquela sala onde tudo começou, silenciei e calmamente fiz uma oração. Pedi que tudo desse certo e que fosse feita a vontade dAquele que me rege, mas tudo foi mascarado. No fundo do meu coração, apenas eu e Ele sabíamos que a minha vontade não era essa, era que você viesse, me tomasse pelas mãos e pronto. Tudo mágico.
Vi os minutos se passarem, a cada passo dado do lado de fora meu coração batia mais forte, mas nenhum deles era você. Como consegui confundir a música dos teus passos com o barulho das pisadas de outros? Eu soube a resposta na hora, mas preferi omiti-la. Assim como prefiro mantê-la guardada agora também. Talvez você esteja se tornando apenas mais um. É difícil esquecer um amor, sabia?
O silêncio, que sempre fora meu amigo, agora me torturava. Prendia-me em meus pensamentos, em esperanças de que você abrisse a porta a qualquer momento. Mas a porta não se abriu, você não veio. Doeu como havia de doer, como estava determinado para doer, mas muito menos do que eu imaginava. Percebi que ali, no mesmo lugar onde tudo comeaçou, um ano depois, tudo estava finalmente acabado. Fui embora deixando todos os nós que me prendiam, doeu tanto, mas agora finalmente me sinto livre.
Meu bem, agora você é apenas mais um texto na minha gaveta. Esse é o fim de verdade, não a porta fechada aparentemente para sempre. Você é apenas lembrança marcada em papel, uma lembrança muito bonita, de um passado mais lindo ainda. Mas, meu bem, não importa o quanto sejas bonito, há um bom motivo para seres apenas passado. Há vários, na verdade, mas vamos terminar assim. Felizes para sempre, cada um do seu jeito e do seu lado.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
O monstro do vestibular!
Hoje pela manhã eu fui fazer a segunda fase do vestibular. Comecei a minha prova com a maior tranqüilidade do mundo, História e Literatura, opa, minhas áreas preferidas. Um pouquinho de matemática, mas nada para ferrar muito. O problema foi quando comecei a fazer minha redação. Deixei minha cabeça ser tomada pela ideia de que tinha que ser a melhor redação do mundo, tinha que ser simplesmente perfeita, pois valia 50% da nota.
Erro fatal.
Rapidamente eu me desesperei. Podia fazer uma redação dissertativa ou uma narrativa com o tema “Preconceito: Uma dura realidade”. Eu já havia feito milhares de redações e narrativas com esse tema, deveria estar confiante, mas eu não estava. Comecei a riscar a folha de rabisco e parecia que nenhuma palavra era digna de estar ali.
Lentamente minha mente foi se acalmando e consequentemente, meu coração. Mas como? Simples. Eu sei escrever, mesmo que não seja muito, e aquela prova não era o fim do mundo, comecei a imaginar que era só mais uma das minhas folhas de papel e eu só precisava escrever o que se passava dentro do meu coração sobre o tema. E eu sabia que ali tinha coisas dignas de estar naquela folha.
Consegui terminar minha redação e prova em menos de uma hora e meia, e foi quando eu percebi que eu só precisava confiar em mim e que se eu não passar, tudo bem, o simples fato de ter chegado a segunda fase já é uma vitória.
Ps: Eu realmente terminei minha prova em uma hora e meia, isso era nove e meia da manhã, mas tive que esperar até onze para levar meu caderno de provas, maior tortura do mundo, gente!
sábado, 19 de novembro de 2011
No escuro
O dia passa em preto e branco e em uma lentidão que me amarga mais ainda. Forço sorrisos por simples educação ou por não querer ver mais alguém mal como eu. Rio tanto, finjo estar tão feliz que engano até a mim mesma, mas é quando tudo fica escuro no meu pequeno pedaço de mundo é que as coisas se revelam como realmente são. Vazias. Por fora e por dentro.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
A menina do coração vazio
Não sei, não dá pra saber como ela nunca desiste dessas coisas. Ela quer amar, mas não se entrega, há meses que não sente seu coração pular, muito menos borboletas quando seus lábios tocam outros sabores. Ela é assim, reclama de estar sozinha, mas nunca olha para os lados.
De noite, no vazio do seu quarto ela se ajoelha e chora. Fica ajoelhada chorando até que as lágrimas parem, porque ela em si nunca cansa realmente. A garota levanta e se olha no espelho, odeia ver seus olhos vermelhos e o nariz que começa a inchar, porque é demasiada branca e qualquer coisa marca, jura que nunca mais vai chorar, mas no dia seguinte está lá novamente chorando. Vez ou outra ela arrisca uma oração, não sei bem o que ela sussurra, mas seus lábios mexem-se devagar.
Vive repetindo “Melhor coração vazio do que partido”, mas ela sabe que preferia mil vezes ter um coração partido pela simples sensação de estar amando, porque isso lhe garantiria que ela não é um monstro vazio e sem sentimento. Por que ela espera a sensação dos outros para se sentir completa ou ela mesma? Pobre menina.
E eu? Como sei da moça? Eu fico observando da janela do meu quarto. Às vezes ouço quando ela grita consigo mesma no espelho e tenho vontade de pular a janela do meu quarto para secar suas lágrimas. Sempre em vão, nunca pulei. Já quis muitas vezes me ajoelhar e orar com ela, já quis muitas vezes preencher o vazio. Mas ela nunca se entrega.
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