Vira e mexe eles me perguntam “Será que dá pra ser menos
assim?”, e eu vejo em cada "assim" um pouco de mim. Será que dá pra ser menos
essa mania de querer escrever sobre tudo e todos? Será que dá pra ser menos
essa mania de sair por aí fotografando o que é conveniente e o que pouco
interessa aos outros? Dá pra ser menos essa vontade de fazer tudo o que dá na
telha e na hora que dá? Dá pra ser menos assim? Mas se eu for menos assim acabo
sendo um nada, já que minha vida é isto. Mas será que dá?
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
(Quase) Meu bobo
Ele tinha um jeito meio assim de ser. Meio engenheiro poético, meio bossa, meio violão desafinado. Um jeito de falar meio fotografável, um sorriso emoldurável, um olhar oceano. Ele era assim, meio bobo perdido ali achado, aqui jogado e por mim encontrado. Ele era assim, e eu toda assim também. Assim nós éramos, um juntos que nunca aconteceu.
segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Na sua estante
O tempo vai passar, novos dias sorrirão para você e pessoas novas irão se abrir. Mundos novos irão surgir ao piscar dos seus olhos, novos horizontes e sonhos a ser conquistados. Tudo será novo de novo. O passado ficará para trás como é regra, tudo que antes doía agora será apenas uma memória para ti, memória daquelas que surge vez ou outra só pra fazer um sorrisinho bobo pintar o rosto, uma lágrima de saudade escorrer pela pele. A minha ausência se tornará normal, sem nenhuma importância, apenas uma lembrança ou a falta de um abraço vez ou outra. Serei apenas mais um livro na sua estante, serei apenas lembrança. E ser lembrança me mata.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Verdades
Eu não prometo que ficarei sempre ao teu lado porque pouco sei do rumo que tua vida, ou minha, vida vai tomar. Já não gosto mais de idealizar um futuro porque eu já quebrei muito a cara ao me deparar com a realidade. Ou pior, com a verdade de que não consegui fazer o nosso futuro do jeito que te prometi. Eu já não peço mais que fiques aqui sempre comigo, apenas te peço que volte sempre, mesmo que sem hora ou dia marcado, estarei sempre esperando.
sábado, 19 de novembro de 2011
No escuro
O dia passa em preto e branco e em uma lentidão que me amarga mais ainda. Forço sorrisos por simples educação ou por não querer ver mais alguém mal como eu. Rio tanto, finjo estar tão feliz que engano até a mim mesma, mas é quando tudo fica escuro no meu pequeno pedaço de mundo é que as coisas se revelam como realmente são. Vazias. Por fora e por dentro.
sábado, 5 de novembro de 2011
Things changed
Por muito tempo quando via o pôr-do-sol ou a primeira estrela surgir, eu fazia milhares de pedidos, desejava ter aquele menino bobo ao meu lado, desejava ganhar um presente legal, desejava ter dinheiro para fazer aquele cosplay, isso foi por muito tempo, mas não há muito tempo atrás. As pessoas mudam, isso é um fato comprovado e certificado. Por isso, eu mudei também, talvez nem todos notem as mudanças, mas ninguém precisa notar para que eu tenha mudado, porque a única pessoa que realmente precisa se sentir diferente e mais segura quando se olha no espelho, sou eu mesma. Porque agora quando eu sussurro “Que seja doce” ao ver o pôr-do-sol, eu sou a única que pode me ouvir.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Hoje o tempo dentro de mim foi bondoso, sem muita demora. Digo em mim, pois todo o dia tem a mesma quantidade de horas, minutos e segundo, ao menos é nisso que me fizeram acreditar. Verdadeiramente somos todos enganados, o tempo é diferente pra cada um, todas as vezes que estou suando demais, morrendo de ansiedade, louca para que chegue logo a hora daquela tal coisa, o tempo pára, passa devagar, parece mais é que não passa e assim convivo com essas borboletinhas dentro do meu estômago, elas e o tempo passando devagar formam uma ótima dupla, uma bela tortura.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Sinto demais
Sinto muito sentimento que não deve ser sentido, que deve ser evitado, que nunca deve ser vivido. Sinto sonhos que não são meus, sinto flores que nunca estiveram por perto, sinto cores que nunca existiram e sabores que nunca me tocaram os lábios. Sinto pessoas que nunca me pertenceram, sinto inimigos que nunca nem me olharam. Sinto muito, demasiadamente, dessa vez é sinto de pedido por nunca por ti ter sentido o que por mim sempre sentes.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Meu verso preferido
De todos os versos que já escrevi, você sempre foi o meu preferido. Chegou como quem não quer nada, como quem quer ser só mais figurante na história e pouco a pouco foi me roubando o papel de protagonista, foi me roubando os sonhos. Em menos de dois capítulos nos estávamos abraçados dançando na chuva, vivendo um momento mágico, mas você se foi no próximo capítulo. Deixou a história pela metade. Foi escrever em novos livros. Viver novos amores.
sábado, 10 de setembro de 2011
Só permita
Permita-me ficar em silêncio enquanto penso sobre questões que eu nem deveria estar pensando. Mas é inevitável, tenho uma cabeça confusa que tem vontade de entender de tudo um pouco, tenho um coração curioso e nas mãos, todos os sentimentos do mundo. Permita-me devanear sobre coisas que ainda não sei nem o que é, estou tão confusa quanto você, mas me permita.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Um grande achado
Deixe-me lhe contar sobre como esse diário surgiu. Pelo menos na nossa mão. Era uma tarde primaveril, era uma esquina e duas meninas vendiam sonhos. Tão baratos, que como dizia Cazuza: Eu nem acredito, eu nem acredito. Foi quando algo lhes chamou a atenção, não era um sorriso torto ou um daqueles olhares perdidos que de repente a gente encontra. Era algo quadrado, pequeno e jogado. Possuidor de grandes sentimentos. Uma das garotas continuou a desvendar, a outra, só ela sabe, desistiu. Mas sempre há alguém que compartilhe dos mesmos sentimentos, ou pelo menos sentimentos que parece. E assim, duas meninas confusas, se despuseram a achar a verdadeira dona desse diário, mas as palavras são sedutoras, elas não resistiram a riscar algumas páginas. Espero que quando a verdadeiro dona recuperar seu diário, não reclame de tantos rabiscos, porque o que foi aqui escrito, não pode ser apagado.
Oi! Sei o quanto isso foi tosco, mas já tinha esse rabisco há um bom tempo e resolvi postá-lo junto com a mudança de layout do blog. Afinal, é setembro, um novo mês. Que setembro nos surpreenda, mas devemos fazer por onde. Nós já começamos e você?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Eu não consigo fingir sempre
Eu não consigo fingir sempre. Vez ou outra escapa um pouco de tristeza, infelicidade e solidão. É que quando tudo tem um limite, e cansa guardar tanta coisa dentro da gente. É muito sentimento pra ficar preso, é muito tristeza para não ser compartilhada, é muita dor aqui dentro, é muita vontade de ter alguém do meu lado e às vezes escapa, uma ou duas pessoas percebe, às vezes ninguém mesmo. Eu fico triste quando alguém percebe, odeio explicar as voltas que dou sozinha, mas acredite, eu fico mais triste ainda quando ninguém percebe, é como se ninguém se importasse. É tão ruim trazer tanta coisa triste dentro da gente e não ter com quem dividir. Se contar pra alguém da minha família, vão me chamar de louca. Se contar pros colegas, ninguém vai entender. Se contar pros amigos, vão sofrer. Eu guardo tudo nas folhas de papel, depois acabo publicando. Porque como diz Tati Bernardi: Publicar um texto é uma forma educada de dizer “Ei, me empresta teu peito porque a dor não tá mais cabendo dentro do meu...”
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Desculpe-me.
Tenho um coração feito de papel, fique bem, não se sinta culpado eu posso sentir sua dor. Espero que um dia consiga me entender, entender o porquê de tudo isso, nunca duvide dos meus sentimentos, pois para você eles foram o mais verdadeiro possível, desculpe-me se isso foi pouco, desculpe-me se você sente-se melhor nos braços dela. Aprendi a não sentir tanto a tua falta, você foi apenas mais um que eu deixei escapar pelos meus dedos. Talvez nos dois não fossemos feitos para uma segunda chance, não sei ao certo como te dizer isso, mas não posso mais fingir que te amo.
domingo, 19 de junho de 2011
Mudar
Hoje eu acordei com aquela vontade de mudar. Não sei pra onde, mas de uma coisa eu tenho certeza, preciso mudar! Não é só aquela vontade de mudar a cor do cabelo e o guarda-roupa, é também, mas vai além. Não sei não, mas eu sinceramente não me agüento mais. Vai entender esse sentimento, mas é tão forte, mais forte que eu.
Ainda dói, afinal, quando é verdadeiro, dói. Mas dá licença, eu preciso sair dessa fossa, preciso viver, cansei dessa história de só existir.
Aproveitando que amanhã é segunda mesmo, um ótimo dia para começos.
Que se preparem, quando as cortinhas abrirem novamente, nova garota sairá.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Ninguém sente
Eu sinto falta das suas palavras flasas, mas elas já não me são necessárias. Aprendi a não sentir falta dos nossos planos, a não viver do nosso passado. Notei que perdi muito tempo, porém esse tempo foi necessário para mim, para notar que você sempre me enganou desde o início e que eu sempre soube disso, sempre soube que iria sofrer no final. Só me sinto mal por ter sido em você o mais mentiroso, o único garoto que acreditei de verdade, e mesmo sabendo que tudo aquilo foi mentira e que nada nunca voltará, eu ainda me conforto sabendo que foram felizes aqueles momentos. Porque você ainda mente? Não quer perder seu próprio jogo? Não me leve a mal, mas... E talvez eu não sinta mais falta das suas falsas palavras de amor e consolo, talvez não sinta mais falta dos momentos que tivemos, pois ninguém sente falta de mentiras, ninguém sente saudade de dor.
domingo, 29 de maio de 2011
Tempo
Aprendi a viver sem me preocupar com o horário, sem me preocupar com o passado, sem me preocupar até mesmo com quem eu amo. Na vida é tudo questão de tempo, o tempo cura tudo, mas não apaga nada, eu me pergunto, pra que apagar? Pra que esquecer? Sinceramente, não vale a pena, as cicatrizes em minha pele é o que me fazem ser quem eu sou, se isso foi bom ou ruim eu não posso julgar, só sei que foi o que eu escolhi, e se eu escolhi foi porque em algum momento me fez feliz e se me fez feliz eu digo que valeu a pena ter vários cortes, na minha pele e coração.
Passado
É tudo questão de ocupação, tenho que ocupar minha mente com alguma coisa e para mim uma ilusão parece uma ótima ocupação. Posso até parecer louco, às vezes acho que realmente sou, mas o que posso fazer se para mim isso parece ser tão perigoso e o perigo me excita? Não se sinta privilegiado, eu me apaixonei por você como por outros, te chamei de amor da minha vida como já tinha feito antes cheirando outros perfumes, disse que você tinha o melhor beijo quando na verdade já havia experimentado melhores, você foi único naquele momento, porém só naqueles momentos, agora você não passa do meu passado.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Venha
Não tente entender essas voltas que dou sozinha, muito menos a subjetividade que nem eu entendo. A inspiração anda em falta e isso é horrível, me falta, me falta oxigênio, isso sufoca. Com o tempo, isso mata. Eu escrevo para (sobre)viver, mas ultimamente não tá dando. Preciso de um novo corte de cabelo, de uma roupa nova, de um novo amigo, de um novo amor. Algo que me dê inspiração, que me faça correr e sorrir para escrever, mesmo que isso me leve a um infeliz final, eu estou disposta. Se você quiser fazer parte da minha história, venha. Venha suprir essa falta.
domingo, 15 de maio de 2011
Amar
Nunca me permiti gostar das pessoas, nunca me permiti tantas coisas e entre estas coisas está um bem simples, amar. Verbo que várias vezes pessoas conjugam com tanta facilidade, não eu. Eu nunca quis demonstrar fraqueza e via tal coisa como maior exemplo de fraqueza, se submeter a uma pessoa, necessitar dela e por fim, ter um coração partido. Só que a vida não é como queremos, uma hora ou outra, eu ia ter que ter essa experiência, chegou meu momento e lutei com todas as minhas forças para não me deixar abalar. Foi tudo em vão. Eu me apaixonei.
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